Introdução à espiritualidade céltica contemporânea: histórico do Druidismo e do Reconstrucionismo Céltico

O texto a seguir é um fragmento retirado do artigo “Entre carvalhos e samaúmas: a espiritualidade céltica contemporânea entre a eco-religiosidade e a identidade regional”, de minha autoria, publicado no periódico acadêmico Diversidade Religiosa. O artigo pode ser lido na íntegra aqui. Para citar o texto em trabalhos de natureza acadêmica:

CASTRO, Dannyel de. Entre carvalhos e samaúmas: a espiritualidade céltica contemporânea entre a eco-religiosidade e a identidade regional. Diversidade Religiosa, v. 7, p. 34-59, 2017.

A expressão espiritualidade céltica contemporânea será compreendida aqui como o ponto de convergência entre dois movimentos religiosos específicos, o Druidismo e o Reconstrucionismo Céltico. O primeiro deles a ser delineado no curso da história foi o Druidismo moderno, ainda no século XVIII. Ana Donnard (2006) também chama o movimento de “neo-druidismo”, apesar de esclarecer que o próprio termo “druidismo” dá conta de analisar o fenômeno, já que se trata de um neologismo da palavra “druida”. De outro modo, segundo ela, “druidismo” jamais foi utilizado pelos antigos povos célticos como uma denominação para caracterizar suas práticas religiosas.

O próprio movimento druídico moderno encontrou diferentes facetas desde o seu início. O primeiro momento desse resgate das práticas religiosas dos povos célticos é denominado por alguns autores de “mesodruidismo”, datando do século XVIII, a partir do qual a figura romântica do druida foi buscada como inspiração para diversas ordens místicas e diferentes práticas de esoterismo ocidental, com alguma inspiração das tradições literárias e folclóricas britânicas. O outro momento seria o “neo-druidismo”, iniciado durante a década de 1960, mais focado no animismo, no politeísmo dos países célticos e no resgate de práticas como costumes e aspectos folclóricos relacionados aos povos celtas (DONNARD, 2006).

Os primórdios do Druidismo moderno se mostram de forma bastante controversa. Em uma tentativa de resgatar a história do movimento, o druida Ross Nichols escreveu em seu livro póstumo “The Book of Druidry” (1975), editado por Philip Carr-Gomm (um influente druida moderno) e John Matthews (neopagão estudioso dos mitos celtas e do neoxamanismo), que este teve início no ano de 1245 com a criação de uma espécie de sociedade filosófica, a Mount Haemus Grove, através de alquimistas e poetas galeses interessados em resgatar os antigos ensinamentos dos druidas pré-cristãos. Segundo Nichols, a Mount Haemus Grove teria sido revivida em 1694 pelo inglês John Aubrey. Contudo, tal suposição foi tida como equivocada pelo historiador Ronald Hutton[1], que afirma não haver vestígios que comprovem a história contada por Nichols. Hutton defende que as origens do Druidismo moderno remontam, na verdade, ao ano de 1781, com a fundação da Ancient Order of Druids (AOD) em Londres, apesar de concordar que há uma série de elementos já desencadeados alguns séculos antes que são responsáveis por inspirar o nascimento do movimento druídico moderno.[2]

O próprio John Aubrey, ainda no século XVII, auxiliou na difusão de informações sobre os sacerdotes celtas, os druidas, ao relacioná-los a monumentos megalíticos europeus tais quais o Stonehenge, localizado no Reino Unido (uma suposição que mais tarde, com o avanço das pesquisas científicas, foi tida como errônea). Contrariando Hutton, alguns autores afirmam que a origem do Druidismo moderno foi consolidada no ano de 1717, na Inglaterra, com a criação da Druid Order (DO). Segundo Lopes, a organização foi criada por membros da Grande Loja Maçônica de Londres e “professava princípios pagãos e anticlericais” (LOPES, 2008, p.106).

O escritor irlandês John Toland teria sido o primeiro líder da Druid Order, sendo sucedido por William Stukeley após a sua morte, em 1722. Toland se tornou um importante expoente do Druidismo moderno; para Donnard, seus escritos surgiram através das pesquisas feitas por um irlandês visionário insatisfeito com o sistema religioso-social vigente na época e representam uma “apologia do panteísmo[3] naturalístico que concebe o universo e a natureza como a expressão viva de Deus em sua forma impessoal, através da qual a humanidade pode acender à espiritualidade” (DONNARD, 2006, p. 99). Já a Ancient Order of Druids (AOD), da qual há mais documentação histórica, surgiu em fins do século XVIII através do inglês Henry Hurle e se mostra como fortemente influenciada por aspectos maçônicos. Desse modo, a organização é marcada pelo fraternalismo e pelo misticismo cristão, já que, segundo Lopes (2008, p.107), a AOD foi a principal responsável por difundir uma visão dos druidas históricos como “adoradores do sol, como luz mais elevada, verdadeiros precursores do Cristo”.

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John Aubrey
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John Toland

Esse desenvolvimento inicial do movimento druídico contemporâneo é fortemente marcado por elementos do ocultismo, do cristianismo e por aspectos nacionalistas. É possível dizer que a visão monoteísta predominava entre esses primeiros druidas modernos, além de um acentuado misticismo em torno da figura do druida. De acordo com Ana Donnard (2006), a palavra “druida” etimologicamente significa “aquele que tem conhecimento”, e provavelmente essa visão acerca dos antigos druidas influenciou a onda de grupos e ordens esotéricas inspiradas nos ensinamentos dos povos celtas a partir do século XVIII.

Escritos registrados por diversos historiadores sobre as sociedades celtas, dentre os quais os de Júlio César, apontam que os druidas eram uma classe social dotada de certos conhecimentos herméticos “acessados” após muitos anos de estudo e treinamento, descrição que os aproxima da imagem de magistas e filósofos. Essa concepção facilitou, justamente, o que Adam Anczyk (2015) chama de “esoterização” dos druidas. A Ancient Order of Druids, que possuía um caráter franco-maçônico segundo este autor, buscava reconstruir a antiga tradição druídica, mas com o acréscimo de elementos diversos não pertencentes à tradição céltica:

Essa “reconstrução” também seria baseada na literatura, na qual afirmações fantásticas dos druidas sendo os fundadores da universidade de Oxford, os inventores da pólvora, herdeiros do antigo sacerdócio egípcio, crentes de uma religião proto-monoteísta que espera a vinda de Cristo, e ideias semelhantes, são encontradas (ANCZYK, 2015, p. 12 – Tradução livre)

O druida moderno Philip Carr-Gomm (2008) denomina esse momento inicial de “Druidismo Esotérico”, distinguindo-o do “Druidismo Romântico” e do “Druidismo Filosófico-Religioso”, que, segundo ele, são etapas diferentes do desenvolvimento do Druidismo moderno.[4] A influência do romantismo europeu sobre o resgate das práticas e costumes célticos, entre os séculos XVIII e XIX, resultou, para Lopes (2008), em uma tradição inventada, isto é, aquilo que Carr-Gom denomina de “Druidismo Romântico”. Nesse momento, houve uma exaltação da natureza e do passado medieval e pré-cristão. Tal fato culminou no resgate da figura do bardo, aquele que, na tradição céltica, conta histórias, declama poemas, canta músicas etc.

No País de Gales, esse resgate se deu a partir da instituição do Eisteddfod, espécie de torneio de poesias, em fins do século XVIII, e posteriormente com a fundação da Gorsedd, sociedade de músicos, poetas e demais sujeitos empenhados em restaurar a cultura tradicional galesa principalmente através das artes. Os principais autores desse movimento foram Edward Williams, ou Iolo Morganwg (seu pseudônimo bárdico) e James MacPherson. Esse movimento é mais cultural do que religioso, mas ainda assim há elementos ritualísticos, criados principalmente através da Gorsedd, como iniciação bárdica, entre outros, e foi responsável por influenciar práticas de grupos de Druidismo moderno que surgiram posteriormente.

Aquilo que o druida Philip Carr-Gomm chama de “Druidismo Filosófico-Religioso” é algo mais recente na história e surge a partir das dissidências dos primeiros movimentos druídicos contemporâneos. Ao longo do século XX, o conhecimento científico colaborou para derrubar teorias como as de que os druidas haviam construído o Stonehenge, cuja construção data de um período muito anterior à própria existência das sociedades celtas, assim como trouxe noções mais cristalizadas sobre as divindades célticas, entre outros aspectos.

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É no contexto do século XX que surge o Collège Bardique des Gaules, fundado em 1932 por Philéas Lebesgue, em Paris, como uma dissidência da Gorsedd. A preocupação da organização era resgatar o elemento religioso dispensado pela Gorsedd na tradição dos bardos. Duas outras organizações surgiram como posterior dissidência desta, o Collège Druidique des Gaules (CDG), fundado por Paul Bouchet, e o Collège d’Études CeltoDruidiques, cuja fundação é creditada a René Bouchet.[5]

Durante o período da contracultura, surgiu nos EUA a primeira vertente de Druidismo moderno fora do continente europeu, bastante alinhada ao espírito da época. O movimento iniciou-se com a Reformed Druids of North America, surgida em 1963, que, de acordo com Donnard, seria “uma espécie de protestantismo druídico […] combinando preces à Mãe Terra, Zen-Budismo e culto às divindades célticas” (DONNARD, 2006, p. 98). Dessa movimentação norte-americana, posteriormente, surgiram grupos como a Ár nDraíocht Féin: A Druid Fellowship (ADF), que, em total contrapartida ao movimento inicial, passou a ser mais focada no Reconstrucionismo Céltico, o qual, conforme veremos adiante, se trata de uma prática com base rigorosa em vestígios científicos e atestados pela historicidade sobre os povos celtas.

Já em 1964, Ross Nichols fundou a Order of Bards, Ovates and Druids (OBOD), ordem que mais se encaixa na definição de “Druidismo Filosófico-Religioso” proposta por CarrGomm. Nichols foi um dos principais expoentes do Druidismo moderno e influenciou grande parte do movimento neopagão como um todo, principalmente devido aos seus estudos, juntamente com Gerald Gardner, criador da Wicca, sobre os ritos sazonais baseados nos ciclos da natureza na visão religiosa dos povos celtas.

A OBOD baseou-se nos escritos de historiadores clássicos sobre a sociedade celta e sua divisão de três funções sacerdotais: bardos, isto é, poetas, músicos e contadores de história; ovates, aqueles que dominam as artes divinatórias e possuem amplo conhecimento de ervas e plantas; e druidas — os filósofos, sábios, juízes e xamãs dos diversos clãs célticos. Dessa forma, a ordem instituiu o treinamento nas três funções para os seus membros, de acordo com as “vocações” de cada um, sistema que foi adotado por diversos grupos e ordens druídicas posteriores. A ordem possui membros em diferentes países, e também oferece treinamento online para praticantes solitários. A OBOD não se descreve como puramente religiosa ou mesmo como uma religião, mas como uma escola espiritualista de cunho iniciático, cujos membros podem ou não estar ligados a alguma religião (seja ela ou não parte do movimento pagão contemporâneo). Desde 1988 seu líder é Philip Carr-Gomm.

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Ross Nichols
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Philip Carr-Gomm

Já o Reconstrucionismo Céltico surgiu em meados da década de 1980. O termo “reconstrucionismo” foi utilizado pela primeira vez no contexto do neopaganismo na edição de 1979 do livro “Drawing Down the Moon: witches, druids, goddess-worshippers and other pagans in America”, da jornalista Margot Adler,[6] no qual a autora designa um capítulo para falar dos “pagãos reconstrucionistas”, entendidos por ela como “grupos que tentam recriar antigas religiões pré-cristãs europeias” (ADLER, 2006, p. 243). A autora propõe uma conceituação problemática, já que o grupo de “paganismo reconstrucionista” explicitado por ela inclui desde espiritualidades que realmente demonstram-se focadas na reconstrução de religiões indo-europeias (como o Heathenismo) até grupos que fogem totalmente à esta proposta, como o Church of Aphrodite. Este último volta-se para a cultura e religiosidade grega, mas agrega uma visão monoteísta de culto a uma única deusa, Afrodite, estando mais aproximado do dianismo wiccano do que de um paganismo reconstrucionista.

Apesar disso, a proposta terminológica de Adler ressoou entre diferentes acadêmicos e não-acadêmicos envolvidos com o neopaganismo àquela altura. As publicações neopagãs norte-americanas, bem como os espaços de sociabilidade neopagãos, como festivais, encontros e rodas de conversa, passaram a testemunhar fervorosas discussões sobre o grau de autenticidade do ecletismo presente no movimento. É justamente nesse contexto que surge o Reconstrucionismo Céltico:

O movimento Celtic Reconstructionist (CR) entre os neopagãos começou na década de 1980, com discussões entre acadêmicos amadores nas páginas de publicações neopagãs ou nos sistemas de boletins de computador dos dias anteriores à internet. No início dos anos 90, o termo começou a ser usado entre os interessados em pesquisa séria e recriação autêntica das crenças e práticas célticas (BONEWITS, 2006, p. 131 — Tradução livre)

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Isaac Bonewits, fundador do notório grupo reconstrucionista Ár nDraíocht Féin: A Druid Fellowship (ADF)

Os primeiros reconstrucionistas célticos que ajudaram na sistematização inicial de noções sobre o movimento eram, principalmente, ex-wiccanos e ex-druidistas. Eles acreditavam que, até aquele momento, o neopaganismo buscava revitalizar um “espírito céltico” a partir do que se acreditava ser de origem céltica, mas que no fundo estava passivo a mesclas culturais com outros elementos, e em contraposição propunham o estudo mais “sério” e detalhado sobre o que de fato havia sido praticado pelos povos célticos, com base na historicidade. Esses reconstrucionistas atribuíram grande valor às pesquisas acadêmicas realizadas sobre os celtas, principalmente nos campos da arqueologia, antropologia, linguística, história e estudos de religiões e mitologias comparadas.

Em uma entrevista realizada por Sean Harbaugh para o portal neopagão Patheos,[7] uma das idealizadoras do Reconstrucionismo Céltico, Erynn Rowan Laurie, conta que o seu caminho no neopaganismo começou com a Wicca, mas uma experiência religiosa com determinada divindade do panteão gaélico a fez buscar um aprofundamento maior sobre a cultura celta. Em seu ponto de vista, havia muita confusão e informações imprecisas sendo difundidas a partir de publicações wiccanas:

Meu caminho para uma religião reconstrucionista foi mais longo, e começou com o alfabeto ogham. Eu li os poucos livros popularmente disponíveis naquele momento, incluindo The White Goddess de Robert Graves, mas a confusão linguística […] foi o impulso para que eu realmente pesquisasse coisas e tentasse aprender sobre o que de fato estava acontecendo. Quanto mais eu lia, mais eu percebia que os livros anteriormente lidos eram imprecisos, e eu queria estar em algo mais próximo da verdade. Então descobri que a história, o direito, a arqueologia e a antropologia eram mais informativas sobre as coisas que eu queria do que qualquer um dos livros populares de paganismo e ocultismo (Entrevista ao portal Patheos, set/2015 – Tradução livre)

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Erynn Rowan Laurie

O Reconstrucionismo Céltico é descrito como um movimento religioso e cultural cuja cosmovisão é pautada pelo politeísmo e pelo animismo.[8] A palavra “recostrucionismo” é usada porque a finalidade última do movimento é reconstruir a antiga religiosidade céltica no mundo contemporâneo, e assim reviver elementos decorrentes dessa reconstrução religiosa, como visões de mundo, valores éticos e morais etc. Dada a diversidade de regiões em que os povos célticos habitaram (o que denota também uma diversidade religiosa, já que cada região possuía panteões de divindades e celebrações próprias), o enfoque a ser adotado pelos diferentes reconstrucionistas pode variar, havendo reconstrucionistas gaélicos, galeses, britônicos, gauleses e ibero-célticos. Muitos reconstrucionistas pregam que o idioma céltico arcaico dessas regiões deve ser aprendido e em muitos casos até utilizado nas práticas ritualísticas.

Desse modo, ambos, Druidismo e Reconstrucionismo Céltico, encontram-se atualmente dentro do que se denomina de espiritualidade céltica contemporânea. Contudo, a despeito das especificidades de cada movimento, verifica-se que há atualmente certo grau de fluidez entre ambos, já que muitos grupos autodenominados de “druídicos” parecem receber grande influência da metodologia reconstrucionista. No caso do Druidismo, aos poucos a esoterização exacerbada em torno da figura do druida, bem como as visões sobre os celtas trazidas pelo romantismo, foram deixadas de lado em detrimento de um Druidismo mais focado na espiritualidade natural ou anímica, no politeísmo dos países célticos e nas práxis do movimento ecológico. Tais fatores, por sua vez, podem ser responsáveis por aproximar a prática de grupos druídicos do Reconstrucionismo Céltico.

Ou seja, atualmente não há fronteiras sólidas entre o Druidismo moderno e o Reconstrucionismo Céltico. Muito pelo contrário, elas são bastante fluídas, a despeito do esforço dos expoentes do segundo movimento em distanciar-se do primeiro. O que existe de fato é uma diversidade de grupos e praticantes, que adotam influências e inspirações da forma que melhor lhes convém. É em decorrência desta diversidade que adoto o termo espiritualidade céltica contemporânea para referir-me ao movimento de resgate da religiosidade dos celtas da Antiguidade.

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[1] Fonte: http://www.druidry.org/events-projects/mount-haemus-award/first-mount-haemus-lecture. Ronald Hutton é um importante historiador do Paganismo Contemporâneo, aclamado, principalmente, por sua obra “The Triumph of the Moon”, na qual desconstrói a narrativa nativa acerca da história da Wicca.

[2] Ana Donnard defende que os primórdios do Druidismo moderno remetem ao ano de 1176, no Castelo de Cardigan, “quando se reuniram os bardos galeses para a primeira National Eisteddfod of Wales, sob os auspícios de Rhys ap Gruffydd, que havia recuperado o castelo das mãos dos Normandos” (DONNARD, 2006, p.98). Para a autora, esse seria o evento inicial da tradição galesa de reunir os “remanescentes de uma tradição druídica”, isto é, bardos e poetas.

[3] Segundo Donnard (2006), o termo “panteísmo” foi cunhado por Toland para designar a ideia de que a divindade é imanente e está em tudo e em todos.

[4] Fonte: http://www.nawfedpwer.com/site/o-druidismo-moderno/

[5] Fonte: https://coregnato.wordpress.com/2014/04/29/linhas-druidicas/#more-146

[6] O livro traz o resultado de um grande survey realizado por Adler acerca do neopaganismo nos Estados Unidos, um feito inédito até então. Apesar de seu cunho jornalístico e do fato de a autora ser insider do neopaganismo, a obra de Adler ganhou respeito e admiração tanto de neopagãos como de pesquisadores dedicados às religiões neopagãs, sendo um dos trabalhos mais citados em artigos e livros científicos posteriores sobre o tema.

[7] HARBAUGH, Sean. Pagan Interviews: Erynn Rowan Laurie. Disponível em: http://www.patheos.com/blogs/throughthegrapevine/2015/09/pagan-interviews-erynn-rowan-laurie/

[8] Fonte: “The CR FAQ: an introduction to Celtic Reconstrucionist”, disponível em http://www.paganachd.com/faq/whatiscr.html#whatiscr

 

Referências

ADLER, Margot. Drawing Down the Moon: witches, druids, Goddess-worshippers and other pagans in America. 4ª Ed. USA: Penguin Books, 2006.

ANCZYK, Adam. Druids and Druidesses. In: ______ (org.). The Golden Sickle: an introduction to Contemporary Druidry. Sacrum: Katowice, Poland, 2014.

DONNARD, Ana. As Origens do Neo-Druidismo: entre tradição céltica e pós-modernidade. Estudos da Religião, n.2, p.88-108, 2006.

LOPES, Marina Silveira. Sob a sombra do carvalho: a espacialização do imaginário neodruídico na metrópole paulistana. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). PUCSP, São Paulo, 2008.

NICHOLS, Ross. The Book of Druidry. USA: Aquarian Press, 1990.

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