Ogham: o alfabeto e oráculo celta-irlandês

por Dartagnan Abdias

Ogham (pronuncia-se “ôuan”) é o alfabeto celta-irlandês com registros desde o ano 600 antes da Era Comum. É bastante conhecido na atualidade pelos druidistas e reconstrucionistas celta. Sua finalidade divide os pesquisadores do assunto: alguns afirmam que ele foi criado para ser uma linguagem secreta velada aos invasores, principalmente os romanos, outros já os denotam caráter ritualístico e celebrativo. Sua grafia contendo inúmeras variações e correspondências está decodificada no Livro de Ballymote, possivelmente escrito em 1390 ou 1391. Ele também é chamado de “alfabeto celta das árvores”, pois – em sua grafia e correção mais conhecida – cada letra / símbolo representa uma árvore irlandesa sagrada para os antigos celtas.

Além disso, cabe ressaltar que, de acordo com Bellouesus Isarnos, em sua palestra nos Encontros com o Druidismo do Rio Grande do Sul (EcD/RS), o alfabeto que chegou até nós hoje e que é mais comumente utilizado não é a única variação e escrita possível do Ogham.

Acredita-se que o Ogham tenha sido um presente do Deus Ogma – deus da escrita e da eloquência – para a humanidade.

Inicialmente, ele continha 20 letras (feadha / feda) divididas em 4 Famílias ou Raças (aicme), mas, posteriormente, foi acrescentada mais uma família de 5 letras – os forfeda – destinada a adequar-se às inscrições em pergaminhos.

O nome das letras oghâmicas é “fid” (singular) e “feda” (plural) em irlandês antigo. No irlandês moderno são: “fiodh” e “feadha” – que são palavras traduzidas como “madeira” e “bosque”.

Encontra-se em grupos com séries de cinco letras cada, originalmente, e continham apenas as quatro primeiras séries. A quinta série “forfeda” tinha os primeiro cinco e depois mais seis letras de sons importados de outras línguas e que não existiam na língua irlandesa.

A linha central representa o tronco de uma árvore “flesc” e os traços, os galhos. Escrito na horizontal, em manuscritos, da esquerda para a direita e na vertical, em pedras, de baixo para cima (como se escalasse uma árvore); iniciados pelo símbolo “eite” (pena) e terminados com “eite thuathail” (pena invertida). As palavras eram separadas por “spás” (espaço).

As três principais fontes de estudo do Ogham são os manuscritos irlandeses: Auraicept na n-Éces (pronuncia: aurikepet na niches), O Lebor Ogaim e o Bríatharogam. Além da própria vivência pessoal.

“No tempo de Bres, filho de Elatha rei da Irlanda, o Ogham foi inventado por Ogma, um homem bem qualificado no discurso e na poesia e foi a partir das árvores da floresta, que os nomes foram dados às letras do Ogham. As primeiras inscrições em Ogham datam do século IV d.C. em torno do mar da Irlanda, onde as inscrições em pedra começaram a florescer a partir do século V e VI. Sua invenção pode ter uma origem mais antiga, acredita-se que as primeiras inscrições foram gravadas em madeira ou metal, sendo assim perecíveis e não sobreviveram aos tempos modernos.” – Tratado ou Trato de Ogham. (Rowena A. Seneween)[1].

O Ogham é muito mais que um mero alfabeto para escrita. Na verdade a escrita era o seu menor uso, uma vez que ela não era comum entre os celtas até a romanização. O Ogham nos sugere duas outras práticas: uma mais comum que é seu uso divinatório, o Ogham Oracular; e a outra pouco falada mas de muito maior importância que é o Ogham como um caminho místico de desenvolvimento e crescimento tanto mundano quanto espiritual. Dessa forma, seu uso pode muito bem ser mágico (em um encantamento, poção, ritual) ou ainda meditativo, instrutivo, vivencial e oracular. Tudo o que existe passa ou possui as 20 feda do Ogham original. Um bom exercício é pegar um acontecimento específico e analisa-lo pelo parâmetro do Ogham, estudando e buscando conhecer cada uma das feda em cada momento daquela situação a que se estuda.

Se vivenciarmos o caminho corretamente, deveremos passar por cada estágio da vida seguindo o fluxo do Ogham, da primeira a quarta família, da primeira a quinta letra em cada família, completando exitosamente o percurso da vida: infância, adolescência, vida adulta e velhice.

Meditar e buscar o Ogham como forma de se harmonizar a fim de conseguir superar ou vencer em uma determinada situação é sempre válido. O Ogham traz consigo a sabedoria e o poder das árvores celtas, uma maneira prática de ativá-lo é entoar o nome de cada fid como um mantra, ou canto harmônico, a fim de evocar sua energia ancestral, mágica e poderosa para aquele momento ou situação.

Enfim, o uso do Ogham é variado. O que apresento aqui é um pequeno resumo do estudo que eu mesmo fiz a respeito do Ogham, mas recomendo que se aprofunde sobre cada fid a fim de compreender melhor seu significado e uso. Recomendo muito os artigos do Templo de Avalon sobre as quatro primeiras famílias, e o artigo sobre os forfeda.

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OGHAM – significado das feda

Por Ávillys d’Avalon, Mundi Tempus

Fid Nome Árvore Letra Significado
Aicme Beithe (Família da Bétula): o começo, a infância, o descobrimento
Beith Bétula B Nascimento. Inícios. O começo de tudo em um ciclo sem fim. Indica grandeza, flexibilidade, sobrevivência, abertura para o novo, os novos caminhos e poucas expectativas. Requer foco e concentração. É o banimento do negativo em si mesmo. A bétula é o começo de todas as coisas.
Luis Sorveira Brava L Visão. Honra. Proteção. Abnegação. Dedicação. É a percepção material do que está ao seu redor, a devoção a algo maior. Indica sucesso material e é apropriada para as buscas e batalhas, mesmo que duras. Requer autoconfiança, força e autoconhecimento. A sorveira é a visão que se abre a todas as coisas.
Fern Amieiro F Proteção. Avanço. Determinação. Vigilância. Precaução. O amieiro fala da singularidade de cada um, da justiça na equidade, no beneficiar outro e atuar como ligação. Indica avanço, vitória e proteção. Requer altruísmo, determinação, ousadia e noções aguçadas. É preciso que deixe a intuição falar e que aja com altruísmo e ousadia. O amieiro é a proteção que nos permite caminhar.
Sail Salgueiro S Magia. Mistério. Transformação. Morte. Ancestralidade. O salgueiro é a árvore dos talentos, do crescimento pessoal, do aflorar da inteligência e da intuição. Indica autoconhecimento, inspiração, criatividade e talentos. Requer libertação da dor e do passado, amadurecimento e olhar para dentro de si mesmo. Requer também percepção, amadurecimento, compreensão e calma. É o crescimento (mais interior do que físico) e a conexão com as coisas já postas, nosso lado intelectual, criativo, meditativo e psíquico. O salgueiro é a conexão com si mesmo.
Nion Freixo N Conexão com os Mundos. Destino. Evolução. Compreensão. Consciência. É a Árvore do Mundo, a lei e o inevitável. Representa algo maior que existe nas pessoas, com as pessoas e para além das pessoas. É a consciência de si como um microcosmo inserido no cosmo. Tudo está interligado. Indica conexão e o destino (Dán). Requer consciência e equilíbrio, aceitar ajuda e ver as coisas com mais amplitude. O freixo é a consciência que transcende o ser.
Aicme hÚatha (Família do Espinheiro Branco): a adolescência, o desbravamento, as intuições
hÚath Espinheiro Branco H Teste. Descobertas. Dor. Sátira. Superação. O espinheiro branco é a certeza de que se pode superar os obstáculos com estratégia, é o merecido repouso e o júbilo após os testes e dificuldades do dia a dia. Mas também é o encontro feérico. E, por isso, é o inesperado, a fertilidade, a sexualidade. Requer cautela, proteção, defesa, perspicácia e cuidado com a saúde física, mental e espiritual. Induz a uma vida saudável, ao riso e à sátira das más situações, a superação das provações com estratégia. Estimula a vidência e a purificação. O espinheiro branco é o enfrentar o mundo.
Dur Carvalho D Honra. Força. Perícia. Estabilidade. Sabedoria. Ação. O carvalho é o rei das árvores por ser a mais antiga e madura. Representa as habilidades difíceis de se conseguir e é a atuação no mundo. Requer estabilidade, solidez, força, honra e perícia. Representa a nobreza, os valores e a sabedoria. Indica estabilidade e conhecimento tático. A diplomacia também é uma habilidade honrada. O carvalho é a autoridade, a força, a honra e a sabedoria que só se aprende na prática.
Fid Nome Árvore Letra Significado
Tinne Azevinho T Vitória. Justiça. Transformação. O meio termo. Instinto. Vitalidade. O azevinho é o terceiro caminho que se abre; vincula e equilibra os opostos binários. É a causa justa a ser ganha e o afirmar-se no mundo. Representa a luta justa e o caminho do meio. Indica conflito, coragem e vitória. Requer ponderação, escolhas informadas, equilíbrio, justiça e esforço. O azevinho é o colocar-se no mundo e fazer dele o seu lugar.
Coll Aveleira C Intuição. Inspiração. Sabedoria. Ligação ancestral. Doçura. Humildade. A aveleira é o arauto que aponta para algo maior do que ela, e mesmo assim estimula os outros com sua sabedoria humilde. É a sabedoria do cotidiano, suave, serena e profunda. Indica uma sabedoria essencial, familiaridade, humildade, conhecimento, conforto, exemplo e doçura. Requer reflexão, contemplação, autoavaliação, paz e humildade. A aveleira é a inspiração pura que nos infla e nos move suavemente.
Quert Macieira Q Beleza. Amor. Inspiração. “Divina loucura”. Sexo. Êxtase. Escolha. Prazeres. É a Árvore do Conhecimento. Simboliza a segurança na viagem ao Outro Mundo e está vinculada aos sídhe e a inspiração vinda deles. É a loucura e a sanidade, o amor, o sexo e os prazeres. Indica encanto, amor, juventude, beleza, bênçãos, prazeres e a vida eterna. É os divinos prazeres do mundo e as alegrias humanas. Mas requer foco, escolha e determinação. A macieira é o desenredar das paixões e do amor.
Aicme Muine (Família da Videira): a vida adulta, a responsabilidade, o conquistar da maturidade
Muin Videira M Força. Profecia. Desejo. Trabalho. Tecedura. Obstinação. Caos. Discórdia. Confusão. A videira fala da força interior e do poder do domínio e do controle da situação. Indica força e necessidade de ouvir sua real e profunda intuição, seu interior. Representa a adequação às situações a compreensão do passado e a tecedura do futuro. Requer força de vontade, compreensão e foco. É preciso que se deixe nosso interior falar e que o dê atenção ao invés de sempre buscar a razão de tudo. A videira é a força interior e os presságios da vida.
Gort Hera G Abundância. Conhecimento. Chamado. Desapego. Sociabilidade. Realização. Plenitude. Dependência. A hera é a força da abundância que se espalha e um lembrete à responsabilidade para que nada saia do controle. Indica um chamado e a realização dos projetos e sonhos. Requer conhecimento e conexão com as coisas a sua volta e a si próprio. É a perda das inibições e a destruição dos obstáculos e falsidades. A hera é a felicidade que se projeta para quem sabe vive-la.
nGétal Junco nG Cura. Restauração. Purificação. Limpeza. Harmonia. Flexibilidade. O junto é flexível e usado para tarefas domésticas e ordinárias, por isso está relacionado a limpeza e o colocar ordem sobre o caos. Indica cura e limpeza. Requer flexibilidade, foco, ir direto ao ponto, virtude, investigação. São os processos de cura, limpeza e renovação – inclusive físicos: como aventuras, férias e viagens. É a capacidade de se por ordem no caos. É a cura e a ordem, o equilíbrio entre nossos excessos e faltas. O junto é o que deve ser feito.
Fid Nome Árvore Letra Significado
Straiph Espinheiro Negro Z / St / Ts / Ss O inevitável. Sacrifício. Luta. Negação. Morte. Destino. Mudança. Dor. Amargura. Ressentimento. Ciúmes. Ódio. Ferida que envenena a alma. O espinheiro negro é as situações que não podemos evitar e que precisam ser vividas. É o vincular-se a um projeto maior que a si mesmo e um caminho que nos controla. Indica passagem por situações desconfortáveis e incontroláveis. Requer autossacrifício e tomada de decisões. O espinheiro negro é o enfrentar das consequências.
Ruis Sabugueiro R Penitência. Morte. Renovação. Términos. Vergonha. Recomeço. Maturidade. Reconciliação. Aceitação. O sabugueiro é a renovação da desonra e da vergonha, é o fim e início de um ciclo, é a transformação, a punição e o aprendizado e a reintegração. Indica términos, renovação, vergonha. Requer penitência, aceitação, aprendizado e maturidade. É a reconciliação e a recuperação da honra. O sabugueiro é o acerto de contas com o passado.
Aicme Ailme (Família do Abeto / Pinheiro): a velhice bem vivida, a sabedoria, o contato espiritual
Ailm Abeto / Pinheiro A Visão. Sabedoria. Cura interior. Música. Respeito. Consciência. Euforia. Admiração. Aprisionamento. Opressão. Solidão. Medo. O pinheiro é a árvore da visão, com sua altura pode ver todo o horizonte, enxergar os problemas e tudo aquilo que chega. Indica sabedoria, vidência, contemplação do seu redor. Requer cautela e planejamento. Representa o festival de Yule. O pinheiro é a visão e a sabedoria para além das aparências.
Onn Tojo O Fertilidade. Paz. Sexualidade. Movimento. Eloquência (sabedoria e tolice). Recebimento. Fim da busca. Divisão do conhecimento. Talentos. Proteção. Perigo. Complicações. Embaraço. O tojo é uma árvore flexível de fácil polinização pelas abelhas. Por isso indica fertilidade e sexualidade. É o fim do caminho e a conquista dos sonhos. Requer abnegação e que se reparta aquilo que foi acumulado. Representa o festival de Ostara. O tojo é o dividir-se com o mundo e o êxito no caminho.
Ur Urze U Cura. Amor. Conhecimento. Aceitação. União. Ilusão. Desejo. Conflito. Manipulação. A urze é a planta que nos pede para olharmos dentro de nós mesmos a fim de nos encontrarmos e nos curarmos. Seu néctar é alimento dos Deuses e ela nos fala da busca espiritual e do encontro com o amor verdadeiro. Indica cura (física e espiritual), amor, união, espiritualização. Requer dedicação, aceitação das coisas. É preciso olhar para dentro de nós mesmos a fim de nos curarmos e elevarmos. Representa o festival de Litha. A urze é a cura que vem do autoconhecimento.
Eadhadh Choupo / Álamo Tremedor E Orientação. Prevenção. Julgamento. Batalha espiritual. Proteção. Coragem. Vitória sobre os desafios. Medo. Dúvida. O choupo é uma árvore que farfalha facilmente ao vento, nos trazendo mensagens divinas e, por isso, está ligada à divinação. Seus galhos se dobram e resistem aos ventos. Indica vitória sobre os desafios, orientação e prevenção. Requer coragem, foco, fortificação. Todo desafio pode ser vencido. Representa o festival de Mabon. O choupo é a coragem para enfrentar os desafios.

 

Fid Nome Árvore Letra Significado
Iodhadh Teixo I Morte. Renascimento. Conhecimento ancestral. Tradição. Longevidade. Sabedoria da idade. Transição. Portal para o Outro Mundo. Dor. Estagnação. O teixo é a árvore que representa o conhecimento tradicional, ancestral e, portanto, o druidismo. É uma árvore forte e longeva cujos buracos em seus troncos velhos são considerados portais para o Outro Mundo. Indica uma transição a ser feita, a sabedoria da idade, a morte e o renascimento. Requer abnegação, mudança e aceitação. É preciso que passemos adiante o que sabemos e deixemos ir o que precisa ir. Representa o festival de Samhain. O teixo é a transição e o contato com o Outro Mundo.
Forfeda (letras adicionais): o trato mágico a ser desenvolvido
Éabhadh Álamo Brando Ea Mergulho na profundidade, um caminho novo, mais intenso, primordial. Bosque sagrado. Renascimento. Flexibilidade. Caminhos. Direcionamento. Começo. Nutrição espiritual. Jornada mágica e/ou espiritual. Reconhecimento. Completude. Profecia. Mensagem Divina. Centro do Mundo. Inspiração. Sabedoria bem aplicada. Força interior. O Álamo Branco é a mudança interior e o despertar da sabedoria. É o domínio e a soberania sobre si mesmo. Indica uma nova jornada e novos caminhos que se abrem de forma segura. É o começo de uma jornada mais profunda. O álamo farfalha trazendo mensagens e sabedorias divinas, trazendo magia e inspiração. Requer busca, discernimento, espiritualização e um olhar para a essência das coisas. Está vinculado a Awen / Imbas e ao festival de Imbolc. O Álamo Branco é a condução ao centro de tudo, de onde novas revelações e caminhos surgem.
Ór Evômino Oi Ouro. Fogo. Energia. Força interior. Movimento. Inteligência repentina. Ação. Aplicação apenas do necessário. Prosperidade no equilíbrio. Balanceamento. Inspiração posta em prática. É a árvore que se nutre da água e recebe o fogo do céu (raio). É a prosperidade realizada ao ser buscada. O Evômino é a árvore do movimento. É a roda a girar, a atuação a partir da (do escutar da) sabedoria, a confiança interior. É o moinho. Indica prosperidade, vitória nos projetos, atuação, movimento. Requer desapego, trabalho, autoconfiança e por-se em movimento. Mas pode indicar o caos na estagnação quando a balança é desrespeitada. A prosperidade só se atinge na busca e na vitória das provações, em constante equilíbrio (interno e externo). Está vinculado a Beltane e aos sídhe. O Evômino é o movimento e a tomada de decisões para prosperar.
Uillean Madressilva Ui Aparência. Colocar a tona. Questionamentos. Inquietude. Invasão. Rapidez. Espontaneidade. Trabalho. Mudança. Olhar para si. Regeneração. Encanto e sedução. Ramificação. São os laços sentimentais: a amizade, família e amor. A Madressilva é o agir no mundo, ramificar-se e prosperar, vencer as perturbações e os desafios. Requer mudanças, agilidade e espontaneidade. Ela coloca os “termos” na mesa e requer que você os enfrente com coerência. Requer alinhamento e autoconhecimento (autodomínio). É preciso seguir em frente e deixar o passado no passado. Indica cura, purificação, renovação, mudanças, rompimento das ilusões, quebra com o passado. Mas pode também indicar desespero, destruição, solidão quando não bem observada. Representa o alinhamento dos Três Caldeirões e o Destino. Está ligada ao Festival de Lughnasadh. A Madressilva é a regeneração e a vida nova. É o mistério que deve ser vivido e não explicado.
Fid Nome Árvore Letra Significado
Ifín Groselha Io Lidar com o passado: aprender a resolvê-lo. Intensificação. Doçura. Leveza. Paz (pacificidade). Resolução. Digestão. Revelação do que está escondido. Ser visionário. Cuidar de si. Melhorar a imunidade. Flexibilidade. Desafio. Proteção. Compreender o passado para entender o presente e prever o futuro. Passado. Antepassados. Sucesso. Conforto espiritual. Liderança. Serenidade. A Groselha é digerir, conhecer e compreender sobre o passado e sobre si mesmo; e assim, agir com serenidade e doçura. Indica resolução, sucesso, aprendizado, conforto espiritual e doçura. Pode também indicar o azedo e estagnação. É a cura que vai de dentro para fora e de fora para dentro. Requer conhecimento sobre o passado, aprendendo com ele; dedicação e serenidade, flexibilidade, resolução, atitude e mudança. Está relacionada com a história, os Ancestrais, o Festim de Tara, a bolsa mágica de Mananann e a Lança de Lugh. A Groselha é o desafio da doçura.
Eamhamcholl Hammamélis Ae Vassoura de Bruxa. Aveleira de Bruxa. Sincronia. Resoluções. Confirmação. Reestabelecimento. Esclarecimento. Resposta. Cuidado. Confiança. Fluidez. Calma. Completude. Conexão com o sagrado. Mar. Viagem. Proteção. Coragem. Intensidade / intensificação. Magia. Deuses. Renascimento / recomeço. Vida nova. Compreensão. Profundidade. Amadurecimento. Decisões. Revelações. Cura. Esperança. O Hammamélis é o conectar com o sagrado a partir de dentro, nos processos de cura interior (para) e exterior. Nesse processo as verdade são reveladas e a autonomia é reestabelecida. Para acessar os Deuses é preciso que eles habitem internamente. É a viagem que se faz para renovação, transcendência e cura. Ao entrarmos profundamente em nós mesmos, nos tornamos aptos a viajar para fora. Indica sucesso, revelações, intensificação, interiorização e externalização, completude, cura espiritual e física, proteção, magia e transcendência. Requer compreensão, fluidez, cuidado, abnegação, profundidade, amadurecimento, coragem, confiança e tomada de decisões. É preciso ser o sagrado e deixá-lo agir estando conectado a ele, em simbiose. Entretanto, pode ser letal quando essa busca é despreparada e errônea. Está vinculado à Árvore do Mundo e aos Deuses. Representa Samhain. O Hammamélis é a transcendência do ser.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BADOLATTO, Marcela. Ogham com método divinatório. VI EBDRC, circulação interna, Curitiba: 2015.

CIEJD. Oona e o Gigante – um conto irlandês In eurocid. Disponível em: <http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.preview?p_sub=55&p_cot_id=6142&p_est_id=12820>, visualizado em: 02/07/2015.

GOLEGÃ, Victor. Limerick In Nós 2 na Irlanda [blog]. Publicado em: 29/10/11, disponível em: <https://nos2nairlanda.wordpress.com/>, visualizado em: 02/07/2015.

ISARNOS, Bellouesus & SENEWEEN, Rowena A.. Ogham [20 artigos sobre as 20 fedha] In Templo de Avalon. Publicados entre 22/10/2012 e 13/08/2013, disponíveis em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/category.php?categoryid=24>, acessados em: 01/07/2015.

ISARNOS, Bellouesus. Sobre o Renascimento 1 In Bellodunon [blog]. Publicado em: 10/01/2013, disponível em: <http://bellodunon.com/2013/01/10/sobre-o-renascimento-1/> , acessado em: 02/07/2015.

ISARNOS, Bellouesus. Ogham I – Introdução. 3º EcD/RS, circulação interna: 2015.

ISARNOS, Bellouesus. Interpretando o Diagrama de Fionn In Bellodunon [blog]. Disponível em: <http://bellodunon.com/2013/05/20/interpretando-o-diagrama-de-fionn%E2%80%8F/>, acessado em 30/06/2015.

Schleichuberti, João Eduardo. Elementos Místicos do Druidismo e sua interconexão e uso prático [palestra] In VI EBDRC. Circulação interna. Curitiba, 2015.

SENEWEEN, Rowena A.. Estudos do Ogham – Introdução In Templo de Avalon. Publicado em 23/10/2012, disponível em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/item.php?itemid=97>, acessado em: 01/07/2015.

SENEWEEN, Rowena A.. Os Três Caldeirões In Três Reinos Celtas [blog]. Disponível em: <http://tresreinosceltas.blogspot.com.br/2011/04/os-tres-caldeiroes.html>, acessado em 02/07/2015.

SINN, Shanon. The Living Library Ogham Index (first cycle) [todos os artigos] In Living Library. Publicado em: 02/11/11, disponível em: <http://livinglibraryblog.com/?p=366>, acessado em: 06/07/2015.

 

[1] Trecho retirado na íntegra (incluindo as imagens) de Seneween, Rowena A. Estudos do Ogham – Introdução In Templo de Avalon [S. I.]. Disponível em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/item.php?itemid=97>, acessado em 30 de março de 2016.

 

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Dartagnan Abdias é professor, antropólogo e mestre em Ciência da Religião. Em sua jornada acadêmica se debruça a estudar os meandros da Bruxaria Moderna. Religiosamente, é pagão desde 2002 e, por confissão, druidista desde 2009, adotando o nome religioso Ávillys d’Avalon, Mundi Tempus. É fundador, sumo sacerdote e druida do Leanaí an Ghealach Clann em Juiz de Fora/MG, e também é membro do Fidnemed an Síd de Jundiaí/SP. Também gerencia a marca Mundi Tempus, na qual divulga seus trabalhos e produtos mágicos, e exerce a função de oraculista, tendo o Ogham (oráculo celta) como seu carro chefe.

 

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