A Janela de Fionn

por Dartagnan Abdias

janeladefion

A Janela de Fionn é um diagrama no qual se ver cada uma das feda do Ogham (alfabeto celta-irlandês das árvores) organizadas em suas aicme. Recebe esse nome, possivelmente pois o herói Fionn possuía uma janela de onde (com alguns preparos) ele podia observar o passado, o presente e o futuro, prevendo e se antecipando dos acontecimentos – daí a importância dela nos métodos oraculares. Como as janelas celtas do passado eram pequenos buracos centrais no telhado das casas (como pequenas chaminés), acredita-se também que esse diagrama seria uma mapa estrelar cujo significado se perdeu com tempo.

Algumas versões do mito de Fionn descreve que após provar do Salmão da Sabedoria Fionn teria entalhado o diagrama da Janela de Fionn (Fionn’s Wheel, em inglês) em seu escudo, escrevendo ali toda a sabedoria do mundo. Talvez seja por essa razão que estudar a Janela de Fionn é abrir mais e mais caminhos de estudos e aprofundamentos, um campo aparentemente inesgotável de informação, meditação de gnose pessoal. Contudo, o que sabemos factualmente é que esse diagrama foi escrito pela primeira vez no Livro de Ballymote (1390 ou 1391), na Irlanda, na página em que se encontram as várias grafias do Ogham, ao lado de dois outros diagrama oghâmicos menos conhecidos.

Bellouesus Isarnos aponta também para a Janela de Fionn como uma construção de influência pitagórica sobre os celtas, explicando toda uma matemática da sua constituição. Mas não entraremos nessa rica discussão aqui.

Uma associação mais mística vem com a conceituação trazida por João Eduardo Schleichuberti em sua palestra sobre a mística celta no VI EBDRC. É possível entendermos que os círculos demonstre conhecimentos ou regência de cada letra sobre um aspecto, indicando um caminho linear – perpassando cada fid de cada família –, ou espiralado – perpassando todas as feda de cada aspecto –, rumo a conexão sagrada, rumo ao sagrado. Desse modo, indo do círculo mais externo para o mais interno, temos a seguinte relação: o primeiro círculo representa o aspecto natural; o segundo círculo o aspecto poético; o terceiro, filosófico; o quarto, divinatório; e o quinto, druídico. Os forfeda, no entanto, deveria estar localizado no centro, representando o domínio e a soberania; mas como são letras adicionais, foram adicionados esteticamente no segundo círculo.

Já no camo religioso, Bellouesus também aponta para um aprofundamento, ou um caminho a ser vivenciado ou seguido a partir da trajetória oghâmica, de modo com que cada círculo represente um domínio ou arte religiosa a ser apreendido e vivenciado, seguindo do círculo mais externo ao interno: primeiro círculo é louvor (a poesia sacra), arte dos bardos; o segundo é a poesia (demais gêneros literários), também arte bárdica; o terceiro é o aspecto religioso (administração e supervisão dos elementos do culto), arte dos vates; o quarto é a natureza (em seu estudo amplo) arte dos vates e dos druidas; e quinto é a essência, a natureza primordial (a filosofia moral), arte dos druidas. Assim mais uma vez, o Ogham e a Janela de Fionn é um caminho a ser trilhado também no campo religioso.

Além disso, a disposição das famílias representam também as quatro províncias irlandesas e assim, quatro (cinco com o centro) quadrantes.

 

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A Aicme Beithe (Família da Bétula) representa o primeiro quadrante, o Norte, e por isso a província de Ulster, que representa a Batalha, ou seja, os aspectos negativos que podem nos gerar dificuldades.

A Aicme hÚatha (Família do Espinheiro Branco) representa o segundo quadrante, o Leste, e assim a província de Leinster, que representa a Prosperidade, ou seja, as riquezas materiais, os aspectos profissionais e práticos.

A Aicme Muine (Família da Vinha) representa o terceiro quadrante, o Sul, e por consequência, a província de Munster, que representa a Música / Arte, os dons, as habilidades, os prazeres e as emoções e sentimentos.

A Aicme Ailme (Família do Pinheiro) representa o quarto quadrante, o Oeste, a província de Connacht, que representa a Sabedoria e o Conhecimento, os aprendizados, os estudos e as lições.

Por fim, os Forfeda – como já dito – foram colocados a posteriori na Janela de Fionn e, possivelmente por uma questão estética, ocupam o segundo círculo, entre os quadrantes. Contudo, Marcela Badolatto também salienta que seu local mais indicado, provavelmente, é o centro (Mide), simbolizando a Soberania e o Domínio, simbolizando nosso ego, dignidade e percepção pessoal.

Desse modo, a Janela de Fionn ultrapassa um tabuleiro de jogos, e uma cartilha alfabética. Ela indica um caminho a ser traçado rumo a nossa evolução terrena e espiritual. Você deve trilhar e evoluir espiritualmente em cada família, primeiro nas batalhas dos campos naturais, poéticos, filosóficos, divinatórios e druídicos; e nos campos louvor, poesia, religioso, conhecimento da natureza e conhecimento essencial. Fazendo o mesmo com a prosperidade que você conquista. Depois o mesmo com seus talentos e emoções. E por fim, angariando conhecimento sobre cada um desses aspectos. Em sequência a essa evolução linear, o caminho a ser atingido é o espiral quando você se foca no aspecto e perpassa pelos quadrantes: as batalhas naturais, a prosperidade natural / física, os talentos naturais, o conhecimento natural. Iniciando a dificuldade poética, a conquista poética, a vivência poética e a compreensão poética. Indo para a complexidade filosófica, descobrindo as possibilidades filosóficas, vivenciando a filosofia e compreendendo a filosofia. Começando com as dificuldades divinatórias, descobrindo seus métodos e utilidades, vivenciando sua prática e o contato com os Deuses, compreendendo sua profundidade. E por fim, lidando com as batalhas druídicas, com a prosperidade druídica, alcançando a conexão e a compreensão do mundo. E também deve fazer essa jornada espiral em seu lado religioso no louvor nas dificuldades, no louvor nas prosperidades, no louvor com o coração e compreendendo o louvor. Depois na dificuldade da produção escrita de conhecimento (qualquer que ele seja), no seu êxito, na sua vivência íntima e no aprendizado que esse registro e produção te proporciona. Seguindo pela natureza, buscando a compreensão das dificuldades naturais, da compreensão da vivência na natureza (natureza como dádiva), em sua compreensão profunda e sacra e, por fim, apreendendo seu significado. Alcançando, por fim, a essência das coisas através das dualidades (batalha), das bênçãos e presentes (prosperidades), da essência mística e profunda e compreendendo todo esse significado. Seguir esse duplo caminho (mundano e religioso) auxiliado ao percurso do Ogham e da Janela de Fionn nos permitiria alcançar então a soberania e o domínio.

Na primeira vivência, linear, você alcança o domínio sobre si mesmo e se torna apto a ajudar os demais. Na segunda vivência, espiralada, você alcança o domínio sobre o mundo, e torna-se apto a espiralar para fora, levando sua conquista aos outros ramos e aspectos do mundo. Cabe ressaltar que só é possível fazer esse caminho dessa forma, primeiro linear, depois espiralado. E que deve-se atentar às peculiaridades de cada fid, sua sequência e seu desenvolvimento é fundamental para o êxito.

Esse não é um caminho fácil, muito menos rápido. É um caminho de vida. Que nos permite pensar na Janela de Fionn como uma janela para nós mesmos, uma janela para alma, e uma janela para a compreensão profunda e a sabedoria.

Acompanhe o diagrama da Janela de Fionn e as tabelas a seguir:

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TABELA I:

Os pontos cardinais da Janela de Fionn[1]
Letra Ponto cardinal Província Irlandesa Fortaleza real Festival associado Significado associado
A Norte (Tuadus) Ulster (Ulaid) Tailtiu Lughnasadh Batalha (Cath) e Determinação: Batalhas, disputas, audácia, locais incultos, lutas, arrogância, inutilidade, orgulho, capturas, ataques, severidade, guerras, conflitos.
B Leste (Airthis) Leinster (Laighin) Tara Festim de Tara Prosperidade (Bláth) e Mudança: Prosperidade, suprimentos, colmeias, torneios, feitos de armas, chefes de família, nobres, prodígios, bom costume, boas maneiras, esplendor, abundância, dignidade, força, riqueza, administração da casa, muitas artes, muitos tesouros, cetim, sarja, seda, trajes, hospitalidade.
C Sul (Dess) Munster (Mumhan) Tlachtgha Samhain Música (Séiss) e Poesia: Cachoeiras, feiras, nobres, saqueadores, conhecimento, sutileza, ofício dos músicos, melodia, ofício dos menestréis, sabedoria, honra, música, aprendizagem, ensino, ofício dos guerreiros, jogo de fidchell, veemência, ferocidade, arte poética, advocacia, modéstia, código, séquito, fertilidade.
D Oeste (Íaruss) Connacht Uisnech Beltane Conhecimento (Fis) e Druidismo: Sabedoria, alicerce, ensinamento, pacto, julgamento, crônicas, conselhos, relatos, histórias, ciência, decoro, eloqüência, beleza, modéstia, generosidade, abundância, riqueza.
E Centro (Mide) Mide (Meath) Imbolc Soberania (Flaith): Fírinne (justiça, verdade, integridade) [não está no texto, mas fírinne é a qualidade primordial associada a flaith, como mostra o Audacht Morainn]

 

 

 

 

TABELA II:

Os Círculos da Janela de Fionn
Círculo Aspecto Místico[2] Aspecto Religioso[3] Coiri Filidechta (Caldeirões da Poesia)
1 Natureza (domínio do que nos cerca, qualidade natural das coisas) Molad (louvor), poesia sacra. Arte dos bardos Coíre Goiriath (Caldeirão do Aquecimento): aspecto físico do mundo.
2 Poesia (inspiração e arte, aprendizados e talentos) Aichetal (poesia), outros gêneros literários e artes. Arte dos bardos Coíre Goiriath (Caldeirão do Aquecimento): aspecto físico do mundo.
3 Filosofia (conhecimento profundo das coisas e do mundo, ou sua busca) Iress (religião), administração e supervisão dos elementos de culto. Arte dos vates Coíre Goiriath (Caldeirão do Aquecimento): aspecto físico do mundo.

&

Coíre Érmai (Caldeirão do Movimento): aspecto emocional e espiritual do mundo.

4 Divinação (relacionamento divino e compreensão dos presságios dos Deuses) Inne (natureza), estudo amplo da natureza. Arte dos vates e dos druidas (em seu campo geral) Coíre Érmai (Caldeirão do Movimento): aspecto emocional e espiritual do mundo.
5 Druidismo (atuação no mundo como intercessor do sagrado) Aicned (essência), filosofia moral, aprofundamento essencial. Arte dos druidas Coíre Sois (Caldeirão da Sabedoria): aspecto profundo e divino do mundo.

 

 

 

 

 

Trajetória Linear da Janela de Fionn[4]:

 

Desse modo, de acordo com Bellouesus, podemos chegar à seguinte trajetória mística linear pela Janela de Fionn (correlação entre a tabela I e II):

 

  1. Batalha(Cath) e Determinação – Tuadus, norte (província: Ulaid; fortaleza real: Tailtiu; Lughnasadh)

 

Batalhas, disputas, audácia, locais incultos, lutas, arrogância, inutilidade, orgulho, capturas, ataques, severidade, guerras, conflitos.

 

Aicme B

-,-, B, beith  – Cath natural & Cath Molad
-,,-, L, luis  – Cath poética & Cath Airchetal
-,,,-, F, fearn – Cath filosófica &Cath Iress
-,,,,-, S, sail – Cath divinatória & Cath Inne
-,,,,,-, N, nion – Cath druídica & Cath Aicned

 

  1. Prosperidade(Bláth) e Mudança – Airthis, leste (província: Laighin; fortaleza real: Tara; festim de Tara a cada três anos)

 

Prosperidade, suprimentos, colmeias, torneios, feitos de armas, chefes de família, nobres, prodígios, bom costume, boas maneiras, esplendor, abundância, dignidade, força, riqueza, administração da casa, muitas artes, muitos tesouros, cetim, sarja, seda, trajes, hospitalidade.

 

Aicme H

-‘-, H, úath – Bláth natural & Bláth Molad
-”-, D, duir – Bláth poética & Bláth Airchetal
-”’-, T, tinne – Bláth filosófica & Bláth Iress
-””-, C, coll – Bláth divinatória & Bláth Inne
-””’-, Q, ceirt – Bláth druídica & Bláth Aicned

 

  1. Música(Séiss) e Poesia – Dess, sul (província: Mumhan; fortaleza real: TlachtghaSamhain)

 

Cachoeiras, feiras, nobres, saqueadores, conhecimento, sutileza, ofício dos músicos, melodia, ofício dos menestréis, sabedoria, honra, música, aprendizagem, ensino, ofício dos guerreiros, jogo de fidchell, veemência, ferocidade, arte poética, advocacia, modéstia, código, séquito, fertilidade.

 

Aicme M

-/-, M, muin – Séiss natural & Séiss Molad
-//-, G, gort – Séiss poética &Séiss Airchetal
-///-, Ng, gétal – Séiss filosófica & Séiss Iress
-////-, St, straiph – Séiss divinatória & Séiss Inne
-/////-, R, ruis – Séiss druídica & Séiss Aicned

 

  1. Conhecimento(Fis) e Druidismo – Íaruss, oeste (província: Connacht; fortaleza real: Uisnech; Beltaine)

 

Sabedoria, alicerce, ensinamento, pacto, julgamento, crônicas, conselhos, relatos, histórias, ciência, decoro, eloquência, beleza, modéstia, generosidade, abundância, riqueza.

 

Aicme A

-|-, A, ailm – Fis natural & Fis Molad
-||-, O, onn – Fis poético & Fis Airchetal
-|||-, U, úr – Fis filosófico & Fis Iress
-||||-, E, eadhadh  – Fis divinatório & Fis Inne
-|||||-, I, iodhadh – Fis  druídico & Fis Aicned

 

  1. Soberania(Flaith) – Mide, o centro (província: Mide)

 

Realeza Reis, mordomos, dignidade, primazia, estabilidade, instituições, esteios, destruições, ofício de guerreiros, ofício de condutores de carruagens, soldadesca, principados, grandes reis, ofício dos mestres-poetas, hidromel, generosidade, cerveja, renome, grande fama, prosperidade.

Aqui se inicia a trajetória com os Forfeda. Agra uma trajetória interna, pessoal e externa. É um mergulho em nosso interior para encontrar a verdadeira soberania, que se dá na conexão com o sagrado e no tomar o domínio de si próprio. Ao centro não mais se tenha a dinâmica do aspecto místico e religioso. Eles aqui são integrados em um só no processo de conexão através do autoconhecimento e da soberania de si próprio.

 

-X-, EA, éabhadh – mergulho em si próprio, espiritualização, inspiração.

-0-, OI, ór – movimento, caminhar, ação; caminhar na nova jornada.

-@-, UI, uillean  – vivência plena do mistério.

-x- IO, ifín – superação, aprendizado, entendimento.

-#-, AE, eamhancholl – revelações, conexão, transcendência.

 

O que se deve reparar é que no caminho central (forfeda) não mais se realiza ou explica questões externas. Agora o caminho é pessoal, interno e subjetivo. É o caminho a ser trilhado no final do percurso, quando se busca alcançar a soberania e a transcendência, a conexão íntima que tornará o místico um sábio. Só então ele poderá iniciar a segunda jornada, em espiral pela Janela de Fionn, agora compreendendo e vivenciando os círculos como um todo, não mais o caminho linear das famílias.

Isso explica, a meu ver, o porquê que as forfeda foram escritas no segundo círculo da Janela de Fionn. Por representarem um conhecimento a ser adquirido, algo a ser compreendido em sua Poesia (Aichetal). Eu ainda articulo de maneira mais profunda propondo (totalmente passível de críticas) uma reescrita do diagrama de Fionn, de maneira a colocar da seguinte forma:

vnnn

 

O Éabhadh ao centro marca o início da sua interiorização, seu mergulho ao centro de si mesmo e também ao Centro do Mundo. A partir dele se alcança as demais fid dos forfeda e se ramifica por toda a Janela de Fionn.

Torno a dizer que essa proposta é pessoal, decorrente de meus estudos e vivências, passível e carente de críticas e aprimoramentos. Mas fica esse desafio lançados aos que se apaixonarem pelo Ogham como eu.

 

 

Trajetória Espiral da Janela de Fionn[5]:

 

É possível observarmos a seguinte trajetória de maneira espiralada pela Janela de Fionn, seguindo o percurso dos círculos como prioridade em relação às famílias. A recomendação é que esse percurso só seja feito após trilhar o percurso linear citado acima.

 

  • 1º Círculo (externo): aspecto místico: natureza; aspecto religioso: molad (louvor); Coíre Goiriath (caldeirão do aquecimento): aspecto físico.

 

Percurso (levando em consideração o aspecto mundano e religioso, podendo indicar dois percursos paralelos, separados ou simultâneos): Cath Beith, Bláth hÚath, Seiss Muin, Fis Ailm.

 

  • 2º Círculo: aspecto místico: poesia; aspecto religioso: Airchetal (poesia); Coíre Goiriath (caldeirão do aquecimento): aspecto físico.

 

Percurso (levando em consideração o aspecto mundano e religioso, podendo indicar dois percursos paralelos, separados ou simultâneos): Cath Luis, Bláth Dur, Seiss Gort, Fis Onn.

 

  • 3º Círculo: aspecto místico: filosofia; aspecto religioso: Iress (religião); Coíre Goiriath (caldeirão do aquecimento) & Coíre Érmai (caldeirão do movimento): aspectos físico e emocional / espiritual.

 

Percurso (levando em consideração o aspecto mundano e religioso, podendo indicar dois percursos paralelos, separados ou simultâneos): Cath Fearn, Bláth Tinne. Seiss nGétal, Fis Úr.

 

  • 4º Círculo: aspecto místico: divinação; aspecto religioso Inne (natureza); Coíre Érmai (caldeirão do movimento): aspecto emocional / esprititual.

 

Percurso (levando em consideração o aspecto mundano e religioso, podendo indicar dois percursos paralelos, separados ou simultâneos): Cath Sail, Bláth Coll, Seiss Straiph, Fis Eadhadh.

 

  • 5º Círculo: aspecto místico: druidismo; aspecto religioso Aicned (essência); Coíre Sois (caldeirão da sabedoria): aspecto divino e profundo.

 

Percurso (levando em consideração o aspecto mundano e religioso, podendo indicar dois percursos paralelos, separados ou simultâneos):  Cath Nion, Bláth Quert, Seiss Ruis, Fis Iodhadh.

 

  • Ao centro e fim da espiral: plenitude, soberania (Flaith), domínio. A descoberta da Verdade (Fírinne). Encontro e comunhão com Awen ou Imbas. Acredito que seja aqui que o percurso dos Forfeda Novamente se inicia a partir do éabhadh que trará inspiração e mergulho, redimensionando o caminhante às demais feda dos forfeda, possibilitanto que ele desenvolva o trato mágico, sagrado, místico, permitindo que ele alcance, por fim, a Fírinne.

 

 

A jornada em espiral é profunda e deve ser uma vivência intensa, realizada apenas após o cumprimento completo da jornada linear. Ao trilhar a jornada linear, alcançando os forfeda como soberania, acredita-se que o eamhancholl trará revelações e indícios dessa jornada em espiral, expressada como a jornada marítima aos mistérios profundos, ao Outro Mundo, para a total compreensão e conexão com a existência, com Awen ou Imbas. Não tenha pressa para realizar nenhuma das jornadas. Tão pouco acredite que será realizada em uma só vida… Se permita realizar e progredir conforme a Música lhe conduzir

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

BADOLATTO, Marcela. Ogham com método divinatório. VI EBDRC, circulação interna, Curitiba: 2015.

 

CIEJD. Oona e o Gigante – um conto irlandês In eurocid. Disponível em: <http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.preview?p_sub=55&p_cot_id=6142&p_est_id=12820>, visualizado em: 02/07/2015.

 

GOLEGÃ, Victor. Limerick In Nós 2 na Irlanda [blog]. Publicado em: 29/10/11, disponível em: <https://nos2nairlanda.wordpress.com/>, visualizado em: 02/07/2015.

 

ISARNOS, Bellouesus & SENEWEEN, Rowena A.. Ogham [20 artigos sobre as 20 fedha] In Templo de Avalon. Publicados entre 22/10/2012 e 13/08/2013, disponíveis em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/category.php?categoryid=24>, acessados em: 01/07/2015.

 

ISARNOS, Bellouesus. Sobre o Renascimento 1 In Bellodunon [blog]. Publicado em: 10/01/2013, disponível em: <http://bellodunon.com/2013/01/10/sobre-o-renascimento-1/> , acessado em: 02/07/2015.

 

ISARNOS, Bellouesus. Ogham I – Introdução. 3º EcD/RS, circulação interna: 2015.

 

ISARNOS, Bellouesus. Interpretando o Diagrama de Fionn In Bellodunon [blog]. Disponível em: <http://bellodunon.com/2013/05/20/interpretando-o-diagrama-de-fionn%E2%80%8F/>, acessado em 30/06/2015.

 

Schleichuberti, João Eduardo. Elementos Místicos do Druidismo e sua interconexão e uso prático [palestra] In VI EBDRC. Circulação interna. Curitiba, 2015.

 

SENEWEEN, Rowena A.. Estudos do Ogham – Introdução In Templo de Avalon. Publicado em 23/10/2012, disponível em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/item.php?itemid=97>, acessado em: 01/07/2015.

 

SENEWEEN, Rowena A.. Os Três Caldeirões In Três Reinos Celtas [blog]. Disponível em: <http://tresreinosceltas.blogspot.com.br/2011/04/os-tres-caldeiroes.html>, acessado em 02/07/2015.

 

SINN, Shanon. The Living Library Ogham Index (first cycle) [todos os artigos] In Living Library. Publicado em: 02/11/11, disponível em: <http://livinglibraryblog.com/?p=366>, acessado em: 06/07/2015.

 

[1] Retirado na íntegra de Isarnos, Bellouesus, Interpretando o Diagrama de Fionn In Bellodunonn [S. I.]. Disponível em: <http://bellodunon.com/2013/05/20/interpretando-o-diagrama-de-fionn%E2%80%8F/>, acessado em 30 de junho de 2015.

[2] Por Schleichuberti, João Eduardo. Elementos Místicos do Druidismo e sua interconexão e uso prático [palestra] In VI EBDRC. Circulação interna. Curitiba, 2015.

[3] Isarnos, Bellouesus, Interpretando o Diagrama de Fionn In Bellodunonn [S. I.]. Disponível em: <http://bellodunon.com/2013/05/20/interpretando-o-diagrama-de-fionn%E2%80%8F/>, acessado em 30 de junho de 2015.

[4] Complementações minhas, mas retirado na íntegra de: idem nota 6.

[5] Esse é um estudo ainda em aprofundamento, sobretudo no que diz respeito aos forfeda.

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