Espiritualidade da Deusa

A Espiritualidade da Deusa diz respeito ao conjunto de práticas espirituais centradas no divino feminino, que permeia as diversas espiritualidades ancestrais. O sagrado feminino é resgatado através das grandes Deusas antigas, seus mitos, ritos, símbolos e saberes, como forma de reconexão da mulher com o seu poder, sua sabedoria, seus ciclos e sua espiritualidade. O movimento ganha impulso por volta da década de 1970, com o avanço de pesquisas sobre o culto a Grande Deusa nas culturas do período Neolítico e da Idade do Bronze, das quais a arqueóloga Marija Gimbutas tornou-se uma grande expoente. Tais pesquisas ressoaram na revolução cultural que ocorreu naquela década, e despertou o interesse de mulheres que estavam à frente de discussões feministas e ecológicas, como Monica Sjöö, Barbara Mor, Starhawk, entre outras; tais autoras escreveram importantes contribuições para o avanço do resgate da Espiritualidade da Deusa. O tema também passou a ser investigado pelo viés psicológico, no estudo da psique e dos arquétipos femininos. Desta área, surgiram escritos que contribuem também para o emponderamento feminino de forma terapêutica, como os de Clarissa Pinkola Estés. Inspiradas por esse material, as mulheres começaram a reunir-se em círculos, relembrando rituais ancestrais femininos, para juntas se reconectarem ao seu poder. Apesar de jovem enquanto movimento, a Espiritualidade da Deusa remonta profundamente à ancestralidade da Terra, pois restitui à mulher o papel que sempre foi seu por direito, o de guardiã dos mistérios da natureza, de sacerdotisa da Grande Deusa.

(Texto escrito por Dannyel de Castro)

 

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